segunda-feira, 3 de junho de 2013

A idade "Sanduíche"

A meia-idade também é apelidada por muitos de “idade sanduíche”. Se por um lado os filhos estão no auge do seu desenvolvimento físico e intelectual, os pais e sogros entram em declínio das suas capacidades e começam a necessitar de mais atenção.
Muitos adultos com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos vivem um dilema muito grande em relação à posição que devem adotar dentro de casa. De um dos lados da mesa encontram-se os filhos que estão a começar a sua vida e querem a independência a todo o custo, no entanto, ainda recorrem aos pais como fonte de rendimento, comida na mesa e roupa lavada. Nem sempre é fácil para o casal encontrar um equilíbrio em relação à liberdade que se deve conceder aos filhos, pois os filhos querem sempre mais e os pais querem sempre reduzi-la. Do outro lado da mesa encontram-se os pais e sogros, que vivem dentro deles a angústia de estar a envelhecer e sentem que estão cada vês mais perto da morte. Para além de necessitarem de mais cuidados alguns tentam opinar sobre a vida dos filhos o que por vezes cria conflitos dentro do ceio familiar. Por outro lado, alguns são o suporte dos filhos o que os ajuda a sentirem-se capazes de fazer alguma coisa.

Em suma, na meia-idade a “sanduiche” feita pelos filhos e pelos pais obriga a uma grande ginástica mental para conseguir compreender os filhos e ajudá-los mas também para lidar com o envelhecimento dos próprios pais e auxilia-los, o que até então não era necessário.

domingo, 2 de junho de 2013

Estudo - O que a meia-idade pensa sobre a actividade física?

O objetivo deste estudo é identificar a conceção de pessoas de meia-idade sobre atividade física, a partir de antecedentes sobre saúde e hábitos (sono, alimentação, relação sexual e doença), e caracterizar a atividade física com base na análise da representação, do tipo, tempo de participação, motivo de adesão, benefícios, da continuidade e frequência da participação na atividade física. Analisou-se também a concepão de envelhecimento, considerando as ideias de prevenção e negação.
A pesquisa realizada é uma investigação social exploratória baseada numa metodologia qualitativa com análise do conteúdo da temática. A população da pesquisa constituiu-se de pessoas com 40 a 60 anos, tendo como amostra 30 pessoas que realizavam ginástica em academias e 30 pessoas que caminhavam em vias públicas.
 Os resultados obtidos, com base na análise dos formulários, permitiram a identificação dos motivos que conduzem pessoas com mais de quatro décadas de vida a participarem de atividades físicas. Esses motivos permitiram-nos revelar que o aumento da expectativa de vida e a experiência da fase da terceira idade se associam com esta busca por um padrão de vida ativo, mesmo que nas falas dos (as) informantes não ficasse explícita. O principal motivo de adesão à atividade física é a saúde do físico e da mente, enquanto as causas da continuidade são o bem-estar e a disposição. A conceção de envelhecimento vinculou-se ao desgaste; as pessoas creem na dissociação entre corpo e mente, sendo que a maioria não se imagina idosa, logo se sabe que esta negação sobre envelhecimento é um comportamento defensivo e resultante da necessidade de manter presentes traços de juventude. A atividade física está associada à manutenção de um estilo de vida saudável, no entanto a saúde não determina a continuidade na prática de atividade física a fim de se viver melhor na próxima fase, já que ambos os grupos são conscientes de que ocorrerão perdas fisiológicas e psicológicas na terceira idade, independente dos comportamentos ativos.
Os benefícios da atividade física são percebidos pelas pessoas de meia-idade, porém são necessárias mais investigações sobre a influência social e o comportamento ativo ou sedentário nas diferentes fases de vida das pessoas na sociedade.

Pesquisa sobre a empatia feminina na meia-idade

De acordo com um novo estudo com mais de 75.000 adultos, as mulheres nessa faixa etária criam mais empatia do que homens da mesma idade e do que outras pessoas mais jovens ou mais velhas.
"No geral, os adultos de meia-idade foram os que mais pontuaram nos aspectos de empatia que medimos," disse Sara Konrath, pesquisadora e professora assistente do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan e co-autora de um artigo sobre idade e empatia que será divulgado na próxima edição do Jornal de Gerontologia: Ciências Psicológicas e Sociais.
"Eles disseram que provavelmente reagiriam emocionalmente às experiências dos outros, e que também estavam mais dispostos a tentar entender como as coisas funcionam olhando da perspectiva do outro".
Konrath e seus colegas, Ed O'Brien e Linda Hagen da U-M, e Daniel Grühn, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, analisaram dados de empatia de três grandes amostras separadas de adultos americanos, duas delas foram selecionadas da Pesquisa Social Geral, que é representada nacionalmente.
Eles encontraram evidências consistentes de um modelo em forma de U, no quesito empatia durante a vida adulta, com adultos mais jovens e mais velhos dizendo ter menos empatia e os adultos de meia-idade disseram ter mais.
Segundo O'Brien, estudante de doutorado em Psicologia Social na U-M, este modelo pode se desenhar por que o aumento dos níveis da capacidade cognitiva e a experiência melhoram o funcionamento emocional durante a primeira parte da vida adulta, enquanto os declínios cognitivos diminuem o funcionamento emocional na segunda metade.
Porém novas pesquisas são necessárias para entender se este modelo é realmente o resultado da faixa etária dessas pessoas, ou se é um efeito de gerações que reflete a socialização de adultos que agora estão nos últimos anos da meia idade.
"Americanos nascidos nos anos 1950 e 60 – grupos da meia-idade das nossas amostras – foram criados durante os movimentos sociais históricos, dos direitos civis a várias contraculturas anti-guerra,'" explicam os autores. "Pode ser que os adultos da meia-idade de hoje tenham mais empatia do que as pessoas com outra faixa etária porque eles cresceram durante os períodos de modificações sociais importantes que acentuaram as sensações e as perspectivas de outros grupos."
Uma pesquisa anterior feita por O'Brien, Konrath e seus colegas encontrou declínios em empatia e níveis mais altos de narcisismo entre os jovens de hoje comparando com gerações anteriores de jovens adultos.
O'Brien e Konrath planejam conduzir uma pesquisa adicional sobre empatia, para explorar se as pessoas podem ser treinadas para demonstrar mais empatia usando os novos meios de comunicação eletrônica, por exemplo.
"Considerando o papel fundamental da empatia na vida social diária e a sua relação a muitas atividades sociais importantes, como trabalhos voluntários e doações a instituições beneficentes, é importante aprender o máximo possível sobre os fatores que aumentam e reduzem a empatia," disse Konrath.
A pesquisa foi financiada pela Fundação Nacional de Ciências – através de uma bolsa de um programa de pesquisa oferecido à O'Brien -, por um programa da Associação Americana da Universidade das Mulheres e uma verba do Projeto Caráter, da Universidade Wake Forest dado à Konrath.

10 sintomas da chegada da meia-idade

1-Mudança de emprego. Este é um sinal de alerta precoce e assustador de que o colapso é iminente. Quando um elemento do casal chega a casa e anuncia que vai largar a carreira de 30 anos no setor de seguros para abrir uma cervejaria artesanal, você já sabe: lá vêm os solavancos.
2-Comportamento que põe a vida em risco. É quando um elemento do casal chega a casa e anuncia que vai participar em desportos radicais, como bungeejump, surf…
3-Cuidados exagerados com a aparência. Tudo é pretexto para comprar máquinas de barbear, secadores de cabelo e o cabeleireiro antigo já está fora de moda.
 4-Retorno ao comportamento dos 20 anos. Essa tentativa clássica de recuperar a juventude perdida costuma envolver o desejo súbito de ir a festivais de música que duram três dias, beber demais, deixar revistas velhas e latas de bebida no carro.
5-Mania de exercício. Vai ao ginásio três vezes por semana.
6-Compras exorbitantes. Você volta do trabalho e encontra uma Harley-Davidson, uma lancha a motor, uma picape superluxuosa na garagem e uma TV de 65 polegadas instalada na sala.
7-A velha armadilha do “será que ainda consigo?”. Essa pergunta torturante leva por vezes ás maiores das loucuras.
8-Procura de antigos amores Pode assumir a forma óbvia de procurar os amores da escola na Internet, de redescobrir a emoção de andar de skate ou de desenterrar o velho baixo elétrico com amplificador e reunir os amigos da antiga banda de rock para um ensaio.
9-Irresponsabilidade vem ao de cima.
10- Excesso de reminiscências. Lembrança de quando a banda tocou naquele festival e ficaram a noite toda acordados a beber cerveja e a falar de como algum dia seria a vida.

A meia-idade é sinónima de infidelidade?


Necessariamente infiel? A crise de meia-idade não conduz, necessariamente, à infidelidade. Quando acontece - e é frequente - é por que algo está mal na vida do casal. Não é o homem que arranja uma amante, é o casal que arranja uma amante. E mesmo o interesse súbito por mulheres mais novas tem o que se lhe diga. A maioria procura jovens não pelo sexo, mas para mostrar que conseguem tê- las. E há que desmistificar. A vida sexual é mais ativa em casais em que a mulher é mais velha, porque a sexualidade feminina não declina, apesar das alterações fisiológicas. Muitos especialistas defendem que as mulheres ao passarem pela menopausa, muitas mulheres sentem-se mais sensuais e têm mais desejo.
O melhor é não se precipitar. Se é capaz de apaixonar-se por outras pessoas e outros projetos que não os que tem, então também é capaz de tentar resolver o que está errado. Fugir à realidade e aos problemas não é boa ideia, muito menos procurar soluções fora do contexto do casal e fora de si próprio. Esperar que passe, por muito simplista que possa parecer, é uma solução. Embora muitos homens procurem a ajuda de antidepressivos, esta é uma solução errada.

Para as questões mais biológicas, pode-se consultar um endocrinologista, um andrologista, um urologista ou, simplesmente, o médico de família. Mas não faça dramas. Todos gostamos de organizar a vida em ciclos. Só que as fases são meramente circunstanciais e fruto de uma construção social. Encare a realidade: o ser humano é finito. "Não podemos querer viver como um ser estático". Todos os ciclos da vida têm vantagens e desvantagens. Não significa, necessariamente, que se esteja a declinar. No início do século XIX, a esperança média de vida era de 40 e poucos anos. Hoje, nessa idade, está-se a meio da vida.

Recomenda-se, acima de tudo, que se opte por um estilo de vida mais saudável. E tem de se ter noção de que a idade afeta a ereções - o homem não pode esperar uma ereção tão forte aos 40 como tinha aos 18. Recorrer a técnicas de auto-afirmação cuidando da aparência física é outro truque. 

A crise da meia-idade nos homens


A chegada à ternura dos 40 tem destas coisas: um dia acorda e decide que quer comprar um Ferrari. Antes de adormecer, fantasia arranjar uma namorada com idade para ser sua filha. O problema é que não tem dinheiro para o carro e as miúdas de 20 anos não olham para si com segundas intenções, por muito que se esforce e tente fazer acrobacias sempre que passa por alguma. Já viveu alguma destas situações? Parabéns, chegou à crise de meia-idade.

Depois dos 40 anos, o homem despe a capa de super-homem e percebe que, afinal, não é imortal. Faz-se um balanço de tudo o que já se viveu e conseguiu, do tempo que ainda resta e dos objetivos que estão por atingir. Um exercício que, levado ao limite, pode trazer consequências profissionais, sociais e emocionais - desde mudanças de emprego precipitadas a divórcios.

Há casos em que esta consciência profunda da vida acontece aos 35. Outros homens experimentam-na aos 55 anos. O envelhecimento é um processo normal, mas que torna as pessoas mais vulneráveis. O aumento do índice de depressões nos homens entre os 35 e os 55 anos está, normalmente, associado a sentimentos de juventude perdida e à ideia de que já não se é atraente. 

A maioria dos homens sente que as ambições que tinha na juventude não foram realizadas e que a idade atual já não lhes permitirá realizar algumas delas. Perante estes pensamentos, alguns ficam deprimidos. Outros adotam comportamentos diferentes do habitual. Começam a ter mais cuidado com o aspeto físico, investem grande parte das economias em gastos supérfluos ou assumem comportamentos estereotipados da juventude. E o mito do interesse por mulheres mais novas tem a sua razão de ser. Acontece uma reorientação da sexualidade para pessoas mais jovens, como forma de negação de que já não se tem tanta energia e não se é tão atraente como quando se é mais jovem.

O rol de angústias já é grande, mas não fica por aqui. Esta é, também, a idade em que a saúde se começa a deteriorar. Embora os homens não experimentem as alterações físicas de forma tão visível como as mulheres que entram na menopausa, passam por um processo de declínio dos níveis de testosterona (o que conduz a uma diminuição do desejo sexual, redução da força muscular, aumento da gordura corporal, tornando ainda os homens mais suscetíveis a alterações de humor). Do ponto de vista físico, envelhecer traz outras mudanças: a excitação torna-se mais lenta, a ereção mais progressiva, o período de latência entre duas relações é mais prolongado.

Por estas e por outras, a entrada na ternura dos 40 tem muito pouco de ternurento para a maior parte dos homens. Os níveis de stress são grandes, há perda de interesse pela companheira, podem surgir depressões, há que lidar com os preconceitos culturais ligados ao envelhecimento.

Por outro lado, entre os 40 e os 50 anos, a pressão é grande. Os compromissos profissionais são maiores e as responsabilidades familiares mais exigentes. Muitas vezes, a quantidade de tarefas leva a um colapso. 

Mais um esclarecimento sobre a teoria de Erikson